quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Gárgula



Frio e sólido
Até o fim
Sangue e poeira
No meu jardim
Do homem morto
Que escolheu assim

No mais alto castelo
Vejo a mais bela criação
Se autodestruindo
Por sua própria ambição
Assim recusei da lua
Descongelar meu coração

Num ultimo voo
Vi um triste pensar
Que uma vida ia mudar
Se ao seu irmão assassinar
E assim a paz encontrar
Mesmo se no futuro lamentar

Vi o homem adorar o ouro
Se esquecendo da humanidade
Escravizando seus irmãos
Governando com crueldade
Destruindo seu próprio lar
Se declarando divindade

Vi guerras, mortes, desespero
Ódio, traição, fome, desprezo

Não quero mais ver
Pedi a lua solidão
Que não mais me libertasse
De minha própria prisão
Adormecido para sempre
No alto, na escuridão.

4 comentários:

  1. Saudações Killer..
    Amei este seu poema.
    Especialmente este trecho:

    "Vi guerras, mortes, desespero
    Ódio, traição, fome, desprezo"

    Me identifiquei bastante com tuas belas palavras..
    Muito belo..
    Até logo!!
    Bloody Kisses..

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  2. Nobre Lord Killer
    Tens uma inspiração incrível e
    sua obra é excelente !
    Sou apreciador nato de vossos poemas!
    Parabéns e Tenha uma Bela tarde e
    uma ótima semana!

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    Respostas
    1. Nobre Lord Dellone
      É importante seu reconhecimento aqui, obrigado.
      Boa semana a vc tbm.

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