quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O Anjo do ódio



Eu sinto cheiro de sangue
Sussurros de dor
Aquela faca parece afiada
E a vida fácil de tirar
Só sinto ódio
Meu amor acabou

Quero sangue
Cortar seus pulsos
Ver a vida sumir de seus olhos
Abaixar a cabeça em seu peito
Esperar parar de bater
Adormecer em seu corpo frio

Sonhei com a morte
Acordei sorrindo
O cheio da podridão
Veio-me doce

Essa loucura me consome
Muito amor que virou cinzas
Agora só quero sua dor
Parece curar minhas feridas
Um anjo de vida a morte
Ou continuo sangrando.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Cemitério vermelho





Existe um cemitério
Criado pelo passado
Em minha mente
Nele há paz
Mas também desespero
Junto aos corpos e sangue

É frio e chove
Os caixões estão abertos
Meus antigos andam ao meu lado
Amigos e inimigos
Querem me acariciar
Querem me ferir

Toda essa chuva
São lagrimas
De sangue
Como essas
No meu rosto
Neste momento.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Sad one




Porque estou aqui?
Mais uma vez num beco
Onde os ratos dormem
Não consigo levantar
Meus pés estão fracos
Ajude-me a acordar

Minha mente calma
Como as ruas da cidade
Não esqueço seu nome
Somente quando saio de min
Com aquela garrafa bem ali
Tao cheia como a vontade de viver

Talvez aqui eu possa esquecer
Que um dia meu amor existiu
E foi jogado como esta garrafa
Com amor e carinho em um canto
E seus pedaços lembrados
Por aquela que o consumiu.

sábado, 5 de novembro de 2011

Sonho




Chamaram-me de louco
Julgaram o que acho certo
Não é errado sonhar
Fazer alguém sonhar
É minha loucura
Um sorriso eu preciso

Vou te levar desse lugar
Tirar toda sua dor e te amar
Esta é minha noite
E não mais irá chorar

Um coração destruído vai sangrar
Impedindo que possa amar
Mas sangrar não dói
Machuca de verdade não voar
Ir até a lua e depois voltar
Dizer que amar é ser feliz

Não desista de sorrir
Não desisto de tentar
Juntos vamos gritar
Juntos vamos sonhar
Estou aqui por você
Eu te amo