segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Ela



Ela é provocante
Ela tem uma faca
Ela te faz querer se cortar
Ela é o que sempre quis

Ela é bela como a noite
Perfeita como a chuva
Ela tem um vestido transparente
Seu corpo manchado de sangue
Cheira a flores do abismo
Um cheiro da mais pura dor

Ela quer amor
Ela é seu inferno
Ela sofre
Ela te ama

Ela me vem no meio da noite
Sussurrar coisas terríveis
Deita e segura minha mão
Com força segura meu coração
Me da um prazer viciante
Eu não quero perde-la

Ela é pura
Ela é suja
Ela é fria
Ela esta morta.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Flores de sangue

 
 
Machuquei minhas mãos ao pegar aquelas flores
Meu coração explodia por te amar
Mesmo com as mãos sangrando pelos seus espinhos
Eu tirei um por um para te dar.

Não peço que me ame, esse sentimento é forte
Não peço que me perdoe não me arrependo de nada
Não peço que me ignore, porque estou dentro de você
Não peço nada, desespero já toma conta de mim
Se um dia pedir sua mão, a segure
Sei que posso te levar pra um lugar melhor.

Um lugar único, onde a lua é a única que tem luz
As flores de sangue que eu te dei
Estão todas lá esperando seu toque
As criaturas da noite dançam á luz da fogueira
Uma dança diferente, estão em paz
Um lugar perfeito, para sonhar.

Seguindo um caminho escuro eu olho para traz
Sentindo você me seguir em sua mente
Vejo você como ninguém consegue
De longe sei o que sente
De suas lagrimas tiro um poema
Que pode te deixar feliz de novo.
 
"essa foi um dos textos mais importantes"
"um dos primeiros"
"repost"

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Forsaken




Um rio de sangue
Sensação estranha
Como se fossem suas veias
Á mostra e forçada
Eles se banham e riem de você
Eles se alimentam e sentem dor

Parado e olhando o vazio
Percebo que eu os criei
Em meus momentos de loucura
E agora minha carne é devorada
A cada instante sinto dilacerar
No final não mais existirei

Sonhei com o inferno
Ou acordei por um instante?
Não terei esta resposta
Pois me acostumei com o silêncio
Só quero ir além deste rio
E deixar meus demônios para traz

Se pudesse me libertar
Destas malditas correntes
Que fazem meu pulso sangrar
Para meus demônios alimentar

Olho á cima e um sol negro
Uma paisagem sem vida
Tempestade obscura e silenciosa
Somente ou som do vento e choro
Murmúrios de dor e sofrimento
Á todas as pessoas que fiz sofrer.