quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Sorria




Será que teria graça

Se soubesse de minha dor
Não quero perder seu sorriso
Que é o que me faz suportar
Esquecer desse pesadelo
Simplesmente acordar

Se eu sorrisse
Mesmo com os lábios em chamas
Se eu brincasse
Mesmo com a morte
Se eu dançasse
Mesmo em cacos de vidro

E se no final nem mesmo me visse
Não conseguiria nem mais chorar
Pois as lágrimas se foram
Quando ainda tinha esperança

Fazia-te rir
Fazia-te chorar
Hoje nem mesmo
Faço-te acreditar.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Refúgio




Eu estou aqui

Seu anjo invisível
Sempre estive perto
Escutando seus sussurros

Estive nos sorrisos
Vi em seu olhar um brilho
Era tão lindo
Mas só eu vi
Então te esqueceram
Mas nunca te deixei

Estive em seu silêncio
De olhos fechados
Senti cada batimento
De seu coração aflito
Com medo das pessoas
Sozinha e chorando

Se sentir um calor
Aquecendo o frio da solidão
Sou eu te abraçando
Então me siga esta noite
Pois sempre há um lugar
Em minha escuridão.

sábado, 17 de setembro de 2011

Dor




Lágrima substituída por sangue
Queima meus olhos ao sair
Não aguento mais essa dor
Meu corpo já
Este tão frio
Quer paz

Não vejo mais sentido algum
Num caminho de pedras
Em vês de lindas flores
Meus pés
Tão cansados
Querem parar

Não, não bateu meu coração
Quando disse que te amava
Pela última vez eu entendo
Meu amor
Tão doce
Acabou

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Lembranças




Pensei que havia partido
Que nunca mais ia voltar
Quando achei que tinha esquecido
Minha fênix renasce das cinzas

Ela quer voar, quer me levar
Como naquele inverno
Quando no frio me veio aquecer
E sorrindo me deu seu coração
Mas eram falsas suas promessas
E do inverno nunca mais sai

Ela é doce, ela é perfeita
Queria estar quando ela partiu
Foi voar junto às estrelas
E sozinho me deixou
Para que possa o céu olhar
E com seu rosto apenas sonhar

Queria apenas dizer
Tudo aquilo que não consegui
Quando em suas mãos
Eu podia segurar
Queria dizer acredite em mim
Quando digo que é perfeita
Sendo linda e única
Assim como você é.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O fim moderno




Meia noite
Rua tão vazia
Oh! Escuridão viva
Envolva todo o som
Desse silêncio destrutivo
Acorde-me dessa realidade
Doentia...

Olho para trás
Esperando sua sombra
Procure-me em meus passos
Cinza como a névoa
Sob o sombrio sorriso da morte
Mais uma mentira dolorosa
Doentia...

Continuo a interminável
Rua miserável
Que abriga os desesperados
Onde moram os condenados
Sentenciados ao esquecimento
Onde procuro abrigo
Doentia...

Vago no obscuro
Desejo de vingança
Determinado e moribundo
Entre os loucos a procurar
Suas belas e longas asas
Esperando esta dor passar
Doentia...

Acredito num amanhecer
Que nunca me veio
Olhando para o sol
E somente um eclipse
Feito pelo conforto do homem
Amaldiçoado a seguir em frente
Doentia...

Não existem mais estrelas
Somente feixes de luz
Feitas de metal e alumínio
Manipulada pelo maldito saber
Que afunda o amor no pecado
Mar de lama coberta pelo luxo
Doentia...

O fim moderno se aproxima
Enfeitado de ouro e bronze
Criando uma maldita verdade
Que fede a erros humanos
E troca virtudes por vícios
Suje, as próprias mãos de sangue
Doentia...