quinta-feira, 30 de junho de 2011

Depressão




Como um dia, a esperança existiu
Hoje não mais acredito
Já que todas as portas se fecharam
Em todas as direções
Todos os caminhos foram ocultados
Todas as bocas, simplesmente caladas

Já não acredito na dor
Não sinto tal sentimento
Já não acredido no amor
Todos os sorrisos são falsos

Se todos os bens foram lacrados
E todas as pessoas afastadas
Eu quero sucumbir em meu próprio destino
Que não quer abrir mão de mudar
E livrar meus sentimentos
Querer, Saber, Acreditar

Já não acredito em misericórdia
Não mereci nem mesmo entender
Já não acredito em suas palavras
Se eu quiser ilusão, eu fecho meus olhos.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Marionete da perfeição




Seguir mesmo sem forças

Chorar mesmo sem lágrimas
Sorrir mesmo sem ser feliz
Tremer mesmo sem o frio

Fiz-me uma marionete
Sem rumo sem casa
Que sorri quando você sorri
E sangra quando você chora

Sua perfeição me manipula
Encanto-me com sua beleza
PERCEBA-ME!
Sou aquele que não te deixou cair
NOTE-ME!
Sou seu amor perdido
A cura de suas feridas

Uma marionete ferida e esquecida
Deixada para tráz sem um olhar de esperança
Jogada aos corvos e devorada pelas ilusões
Continuo dançando na chuva
Talvez um dia me veja com olhos que preciso
O dia em que finalmente poderei arrancar as cordas
Que me prendem á mentiras e lágrimas.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Meu Livro




Paginas de uma cor morta
Pena e tinta ao sangue
Minhas lagrimas vermelhas
Caem e enfeitam a mesa
Vão secar e se tornar obras de arte
Vinda da dor que sinto

Queria escrever sobre amor
Mas a cada palavra só existe dor
Queria escrever sobre esperança
Mas a solidão que me cerca não deixa
Queria escrever sobre liberdade
Mas as grades são muitas e não consigo me mexer
Queria escrever sobre a paisagem e as flores
Mas á minha mente só vem o fogo e o abismo
Queria escrever sobre você
Mas...

Todas as vozes não vão cessar
Eu sei que a mascara de mármore é ilusão
Mas sua face me assombra e assim lhe vem um sorriso
Obscuro, horrível, assustador

Vou escrever ate sangrar minhas mãos
Vou descrever todo meu sentimento
Mesmo sabendo que as paginas nunca vão acabar
Em quanto eu respirar, vou lutar, e descobrir
Esse maldito enigma
Que é amar

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Escuridão



Fui esquecido no lago de escuridão
Onde as ninfas não desejam, elas choram
As bruxas sorriem, mas escondem a solidão
Maldito pântano
Suja minha roupa, mas não consigo me afogar
Corvos numa canção sombria
Desejam minha carne, que se machuca a cada minuto
As arvores mortas não escondem a lua
A qual tem beleza única e é a única luz
Espero chegar a algum lugar
Mas a cada passo me adentro mais ao labirinto
Não existe fim
Mas o cheiro de sangue morto começa a me seguir
E as criaturas começam a vir
Diante da morte e ainda só pensando em você
Esqueço de tudo e me deixo cair
Nessas frias águas sujas
Anfíbios e répteis me fazem companhia
Nessas ultimas horas da vida
E seu cheiro fétido parece não me incomodar
Nem as feridas que a muito me destroem
Não sinto meu coração bater de verdade a anos
Já estou morto e só agora percebo
Não vou e não pretendo terminar
E nem abandonar meus queridos sentimentos
Mas meu corpo está exausto
E meus olhos a pouco se fecharam.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Um lugar melhor




Sua imagem me encanta e amaldiçoa

Eu desci dos céus sem pensar
Deixei a salvação para te tocar
Sem pensar, só por amar
Minhas asas não são mais para voar
Mas para te proteger do frio

Não me importo com o fogo
Nos olhos dos imortais
Não me importo com a chuva
Nem seus raios que ferem
Não me importo com a ira dos tolos
Que te controlam e te roubam de min

Conforta-me sonhar e acreditar
Que poderei te levar comigo um dia
E poder voar e voar e ir longe
Para um lugar onde as estrelas brilham todo o tempo
E a Lua é a única luz
Ate que me abrace e adormeça com seu anjo

terça-feira, 7 de junho de 2011

Montanha vermelha



Meus passos me levam
A lua é o único sentido
Cansei de caminhar
Com os pés cheios de sangue
Meus toques não são mais necessários
Nada disso faz sentido

Vou subindo
Vou cantando
Vou sangrando
Cego por uma tempestade de areia
Impedido de continuar por uma parede
Derrubado pelos fortes ventos do sul

Ao chegar ao topo eu olho para baixo
Pensei que aqui era onde eu me sentiria melhor
No fim da vida, da caçada, dessa estrada
Agora eu percebo que não valeu a pena
Agora eu sinto que sangrei em vão
Resta-me pular, ou adormecer e esperar.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Sonhos Pt. 3




Sonhar é se desprender da realidade
Descobrir que o bem e o mal não existem
São apenas ilusões de desejos humanos
Causados por aqueles que não querem sonhar

Lembro-me de ser o sol
E levar proteção a quem não merece
Lembro-me de ter sangue nas mãos
E sorrir e me alegrar com a morte
Lembro-me de morder seus lábios
E sentir seu pulso frio e negro.

Lembro-me de ter você por um tempo
E poder fechar os olhos á noite
Com um sorriso por saber que ainda vai estar lá
Como alguém que deseja ser amado por você

Sonho talvez por Desespero
Medo de acreditar que a vida é só uma ilusão
E saber que o verdadeiro amor esta escondido em sonhos
Sempre que fecho os olhos, me lembro de morrer...