domingo, 22 de maio de 2011

Sem querer



Eu não queria lembrar
Mais a solidão me traz você
Eu me lembro do seu lindo sorriso
E lamento não poder contempla-lo hoje
Eu queria esquecer o arrependimento
Queria voltar atrás e olhar seus lindos olhos
Segurar firme suas mãos
Para que como naquele dia
Eu não precisasse vero afastar de seus passos
E sentir minha garganta segurando o que eu sentia
Um “eu te amo” que nunca saiu
Um “eu te quero em meus braços” que nunca existiu
Queria deitar a cabeça em seu colo naquele dia
E ficar falando de coisas sem sentido sem me preocupar
Queria levantar e te beijar e sentir meu amor pulsar
Deixar as lágrimas caírem com um sorriso
Pois suas mãos seriam aquelas que as secariam de meu rosto
Queria intender seus pensamentos e fazer como que se tornem reais
Mesmo que fossem impossíveis
Eu a faria sorrir com como eu fiz tão simples
Algo que estava distante estar diante de seus olhos
Porque eu traria seus sonhos até você
E faria dessa invisível felicidade
Uma realidade permanente

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ultimo voo



Sinto o frio do vento no rosto 
Minhas asas continuam a congelar
Tremo a cada gota de chuva em meu rosto
Aos poucos o solo me chama para perto...

A queda me faz pensar nos erros
Erros que cometi ao mentir
Erros que me afogaram em desespero
E que me cegou á sua beleza
Fez-me esquecer de amar a min mesmo
E não parar de ferir meu coração

Tento subir mais a cada milha
Com a esperança de ver a lua
E se um dia eu vê-la de novo
Saberei que valeu a pena.

Caindo outra vez
Só me imagino em seus braços
E se eu sobreviver
Só vou aceitar seus cuidados
Voltaria a atar minhas asas?
Só com você eu voltaria a voar.


segunda-feira, 16 de maio de 2011

Vazio



Procuro algum sentido nesta estrada
Nesta que todos caminhamos
Que um dia se abriram os olhos
E que um dia eles iram fechar
Para sempre...


Não quero chorar
Não quero amar
Não quero ser um peso
Não quero viver...

Não vejo mais sentido em continuar
Se a cada passo uma lagrima cai
Lagrima de sangue vinda da ferida no coração
Que vai secando a cada momento
E a ferida aumentando...

Sentido que fica escondido em algum lugar
E que em breve desistirei de procurar
Desisto desta caminhada sem sentido
Não quero mais ser esse maldito ser
Que transforma os sonhos em realidade
E tira o sentido de continuar acreditando

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Demônios



Imagine de onde vêm os maus pensamentos
Aqueles que fantasiam uma falsa satisfação
Por natureza humana, cometemos crimes
Ferimos corações, alimentamos ilusões
Talvez seja por vontade própria
Mais ainda não estamos sozinhos.

Quem são eles?
Aqueles que batem a janela
Passos à volta no escuro
Vozes distantes e demoníacas.

Controlo bem meus demônios
Mas eles sempre precisam se soltar
Quando à mente o sangue predomina
E as mãos sozinhas começam a manipular
Minha voz sai roca e tranquila
Como um falso eu a me dominar.

Eles são o fogo
E adoram te queimar
Sobrevivo aos seus encantos
Mais sem querer quero te matar.