segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O fim moderno




Meia noite
Rua tão vazia
Oh! Escuridão viva
Envolva todo o som
Desse silêncio destrutivo
Acorde-me dessa realidade
Doentia...

Olho para trás
Esperando sua sombra
Procure-me em meus passos
Cinza como a névoa
Sob o sombrio sorriso da morte
Mais uma mentira dolorosa
Doentia...

Continuo a interminável
Rua miserável
Que abriga os desesperados
Onde moram os condenados
Sentenciados ao esquecimento
Onde procuro abrigo
Doentia...

Vago no obscuro
Desejo de vingança
Determinado e moribundo
Entre os loucos a procurar
Suas belas e longas asas
Esperando esta dor passar
Doentia...

Acredito num amanhecer
Que nunca me veio
Olhando para o sol
E somente um eclipse
Feito pelo conforto do homem
Amaldiçoado a seguir em frente
Doentia...

Não existem mais estrelas
Somente feixes de luz
Feitas de metal e alumínio
Manipulada pelo maldito saber
Que afunda o amor no pecado
Mar de lama coberta pelo luxo
Doentia...

O fim moderno se aproxima
Enfeitado de ouro e bronze
Criando uma maldita verdade
Que fede a erros humanos
E troca virtudes por vícios
Suje, as próprias mãos de sangue
Doentia...

3 comentários:

  1. Gostei da idéia em geral xD
    Parabéens.

    Carpe Noctem~
    http://mohhomes.blogspot.com/

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  2. Siciedade doentia...mas não é doentio esperar os raios de luz entrarem em nossas vidas.
    O fim pode estar próximo, mas se lutarmos com todos os nossos corações, teremos o fim dessa escuridão.

    Uma boa semana.

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