sábado, 24 de dezembro de 2011

The Room



Uma vez em um quarto escuro
Começo a lembrar de um sorriso
Ate que surge um em meus lábios
Minha boca fecha em silêncio

Outra vez em quarto escuro
Penso por um segundo no sorriso
E passo o dia todo tentando esquecer
Minhas mãos passeiam pela cama vazia

Num mesmo quarto escuto
Um sorriso é tão doloroso
Lagrimas não param de cair
Meus olhos se fecham para sempre.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Discípulo da lua



Nasci para amar eu sei
Cuidar e proteger seu coração
Mas só de imaginar sua solidão
É como uma faca no meu peito
Não poder te amar
Não poder fazer parar

Sinto sua dor aqui no escuro
Vejo suas lágrimas na lua
Ouço seu soluço pelos cantos
Olho para as estrelas
Tento te encontrar
Mas não consigo parar de chorar

Meu grande amor
Estou na escuridão a te esperar
Estendo minhas mãos sangrando
Venha logo me abraçar
Não vai precisar mais chorar
Aqui só precisa amar

Vamos correr na chuva
Se amar na escuridão
Dançar e cantar
Fique perdida comigo
O medo não pode nos achar
Vamos, até os olhos pode fechar.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Despertar



Faz-me esquecer?
Eu não consigo sozinho
Preciso do seu amor
Quero poder te amar
Tocar seu rosto
E te beijar

Passar noites de amor e carinho
Amanhecer ao seu lado e te abraçar
Sentir seu calor na manhã fria
Seu cheiro de flores do campo
Um lindo sorriso
Assim o sol nasce

Mas eu ainda estou aqui
Deitado no chão frio
Sonhando com este despertar
Insetos comendo minha carne
Não quero levantar
Se você não me der à mão.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O Anjo do ódio



Eu sinto cheiro de sangue
Sussurros de dor
Aquela faca parece afiada
E a vida fácil de tirar
Só sinto ódio
Meu amor acabou

Quero sangue
Cortar seus pulsos
Ver a vida sumir de seus olhos
Abaixar a cabeça em seu peito
Esperar parar de bater
Adormecer em seu corpo frio

Sonhei com a morte
Acordei sorrindo
O cheio da podridão
Veio-me doce

Essa loucura me consome
Muito amor que virou cinzas
Agora só quero sua dor
Parece curar minhas feridas
Um anjo de vida a morte
Ou continuo sangrando.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Cemitério vermelho





Existe um cemitério
Criado pelo passado
Em minha mente
Nele há paz
Mas também desespero
Junto aos corpos e sangue

É frio e chove
Os caixões estão abertos
Meus antigos andam ao meu lado
Amigos e inimigos
Querem me acariciar
Querem me ferir

Toda essa chuva
São lagrimas
De sangue
Como essas
No meu rosto
Neste momento.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Sad one




Porque estou aqui?
Mais uma vez num beco
Onde os ratos dormem
Não consigo levantar
Meus pés estão fracos
Ajude-me a acordar

Minha mente calma
Como as ruas da cidade
Não esqueço seu nome
Somente quando saio de min
Com aquela garrafa bem ali
Tao cheia como a vontade de viver

Talvez aqui eu possa esquecer
Que um dia meu amor existiu
E foi jogado como esta garrafa
Com amor e carinho em um canto
E seus pedaços lembrados
Por aquela que o consumiu.

sábado, 5 de novembro de 2011

Sonho




Chamaram-me de louco
Julgaram o que acho certo
Não é errado sonhar
Fazer alguém sonhar
É minha loucura
Um sorriso eu preciso

Vou te levar desse lugar
Tirar toda sua dor e te amar
Esta é minha noite
E não mais irá chorar

Um coração destruído vai sangrar
Impedindo que possa amar
Mas sangrar não dói
Machuca de verdade não voar
Ir até a lua e depois voltar
Dizer que amar é ser feliz

Não desista de sorrir
Não desisto de tentar
Juntos vamos gritar
Juntos vamos sonhar
Estou aqui por você
Eu te amo

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Ela



Ela é provocante
Ela tem uma faca
Ela te faz querer se cortar
Ela é o que sempre quis

Ela é bela como a noite
Perfeita como a chuva
Ela tem um vestido transparente
Seu corpo manchado de sangue
Cheira a flores do abismo
Um cheiro da mais pura dor

Ela quer amor
Ela é seu inferno
Ela sofre
Ela te ama

Ela me vem no meio da noite
Sussurrar coisas terríveis
Deita e segura minha mão
Com força segura meu coração
Me da um prazer viciante
Eu não quero perde-la

Ela é pura
Ela é suja
Ela é fria
Ela esta morta.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Flores de sangue

 
 
Machuquei minhas mãos ao pegar aquelas flores
Meu coração explodia por te amar
Mesmo com as mãos sangrando pelos seus espinhos
Eu tirei um por um para te dar.

Não peço que me ame, esse sentimento é forte
Não peço que me perdoe não me arrependo de nada
Não peço que me ignore, porque estou dentro de você
Não peço nada, desespero já toma conta de mim
Se um dia pedir sua mão, a segure
Sei que posso te levar pra um lugar melhor.

Um lugar único, onde a lua é a única que tem luz
As flores de sangue que eu te dei
Estão todas lá esperando seu toque
As criaturas da noite dançam á luz da fogueira
Uma dança diferente, estão em paz
Um lugar perfeito, para sonhar.

Seguindo um caminho escuro eu olho para traz
Sentindo você me seguir em sua mente
Vejo você como ninguém consegue
De longe sei o que sente
De suas lagrimas tiro um poema
Que pode te deixar feliz de novo.
 
"essa foi um dos textos mais importantes"
"um dos primeiros"
"repost"

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Forsaken




Um rio de sangue
Sensação estranha
Como se fossem suas veias
Á mostra e forçada
Eles se banham e riem de você
Eles se alimentam e sentem dor

Parado e olhando o vazio
Percebo que eu os criei
Em meus momentos de loucura
E agora minha carne é devorada
A cada instante sinto dilacerar
No final não mais existirei

Sonhei com o inferno
Ou acordei por um instante?
Não terei esta resposta
Pois me acostumei com o silêncio
Só quero ir além deste rio
E deixar meus demônios para traz

Se pudesse me libertar
Destas malditas correntes
Que fazem meu pulso sangrar
Para meus demônios alimentar

Olho á cima e um sol negro
Uma paisagem sem vida
Tempestade obscura e silenciosa
Somente ou som do vento e choro
Murmúrios de dor e sofrimento
Á todas as pessoas que fiz sofrer.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Sorria




Será que teria graça

Se soubesse de minha dor
Não quero perder seu sorriso
Que é o que me faz suportar
Esquecer desse pesadelo
Simplesmente acordar

Se eu sorrisse
Mesmo com os lábios em chamas
Se eu brincasse
Mesmo com a morte
Se eu dançasse
Mesmo em cacos de vidro

E se no final nem mesmo me visse
Não conseguiria nem mais chorar
Pois as lágrimas se foram
Quando ainda tinha esperança

Fazia-te rir
Fazia-te chorar
Hoje nem mesmo
Faço-te acreditar.