terça-feira, 23 de novembro de 2010

Inexistente



Onde estas? Minha linda. Eu te amo
Minha alma te procura pela penumbra
Eu escolhi só você, mais estou em desespero
Porque não sei se existe, ou se é apenas uma ilusão.

Quando eu te toco, desapareces
Quando eu corro ao seu encontro, foges
Eu preciso te encontrar, preciso te abraçar
Olhar em seus olhos e te fazer me desejar
Tocar seu corpo e sentir seu amor
Sendo tão fria, talvez morta, talvez eu esteja morto.

Meu anjo, minha princesa, minha prometida
Quero enxugar essas lagrimas
Ser seu protetor, seu guardião, seu amigo
Meu coração pede por socorro, ele precisa de seu amor.

Pelos caminhos que passei, sempre vi seu rosto
Em todos os olhares e vidas que passaram
Essas lágrimas caem por você, caem por não me corresponder
Sei que quando sentir meu coração bater
Não vai mais escolher a dor da solidão
A lua vai brilhar e a chuva cair.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Espelhos



Mostra a face do absoluto, o reflexo do esquecido
Essa feição maléfica que cobre os olhos e as mãos se sangue
Mesmo que olhe para os lados, os fantasmas do passado
Esses nunca se esquecem de quem és
Arrastam-te, puxam, dilaceram e devoram
Como lutar contra a própria natureza.

A face da morte cerca a alma, visa te torturar
Os reflexos, a respiração, até que pare de bater
Essa depressão faz delirar, ou o sangue á volta é real?
A lua não brilha tão bela, a chuva seca, o sol negro
Amor poderia fazer renascer das cinzas
Tirar esse vazio que cobre todo o ser.